15 Maio 2012

Agenda Gesta Cascavel

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PRÓXIMO ENCONTRO!
22/05/2012
Terça às 19:30h
Previsão de término: 21:30h


Tema: Fases do Trabalho de Parto

NOVO ENDEREÇO!

Catedral Nossa Senhora Aparecida - Sala Rainha da Paz
Rua Rio Grande do Sul, 590
Pra quem vem pela Rua General Osório, entrando pelo estacionamento, fica à direita, no piso térreo do prédio antigo (mesmo prédio da Livraria Schuster)

ATENÇÃO!

É importante confirmar presença através dos telefones (45) 9934-5679 (Marieli) ou (45) 9990-6200 (Mariana), ou por e-mail: gestacascavel@gmail.com, pois como doulas podemos precisar cancelar o encontro para atender trabalho de parto.



Beju beju beju, fuuui - mamiimari

14 Maio 2012

Relato amamentação e desmame VH

Postado por Mariana Martins Notari 1 comentários
Sabem, eu nunca tinha pensado em escrever um relato sobre a amamentação e o desmame do VH. Senti uma pontada de vontade quando li o relato da Marieli sobre a amamentação e o desmame da Fer. Mas, ficou ali a vontade, guardada. Eis que a maioria sabe, semana passada foi divulgada nas redes sociais a capa da revista Time, que (eu não sei) fala sobre attachment parenting, incluindo a amamentação prolongada (que nesse caso, o menino da capa possui três anos). Foi um rebuliço só, e eu nem vou entrar nos méritos aqui. Só me deixa de queixo caído, as pessoas estranharem uma criança de 3 anos mamar no peito, mas acharem absolutamente normal uma criança com três anos de fralda, chupeta e mamadeira! Onde o bom senso foi parar? Mas enfim... com essa capa batendo na minha fuça 1321231564654153135vx por dia, o meu desejo veio com muita força para escrever esse relato, pois desde que o VH nasceu, uma coisa eu tinha certeza: amamentar! E até quando ELE quisesse. Esse meu relato ainda vem com a ferida aberta. Não, ainda não me curei. E vocês vão entender o porque. Pois bem. Como todos sabem, VH nasceu em um parto natural e não saiu dos meus braços nem por um minuto. Após ele sair de mim, veio direito pro meu colo, pro meu peito. Coloquei ele pra mamar, e ele sugou com bastante força. Na hora, acredito que pela ocitocina, eu estava em um estado de extase tão grande, que nem senti nada. Na verdade verdadeira, eu só lembro com clareza dessa momento, porque vejo nas fotos do parto. Lembro que quando fui levantar da piscina do parto, vi a boquinha dele com bigodinho de colostro. Isso me marcou muito. Ele mamou várias vezes depois. Várias mesmo. Eu apertava o bico do seio e dava pra ele mamar. Uma delícia. Em casa não foi diferente, de tempo em tempo lá estava eu... deitada, sentada, de lado, de ponta cabeça, tanto fazia... eu amamentava. Era ele grunhir. Dá-lhe peito. Eu não sabia de nada sobre amamentação. Nada mesmo! Minha mãe só falava pra eu tomar leite com funcho, pra vir bastante leite. Sorvete com erva-doce. Fazer compressa. Evitar comer isso e aquilo. Esse era o meu geralzão sobre amamentação. As pessoas que me cercavam não haviam amamentado. Minha sogra não amamentou. Minha mãe quase nada também. Minha avó indígena amamentou mucho, mas eu ainda não havia falado com ela, então, pra resumir, eu estava perdida. Três dias depois do VH nascer, meus peitos amanheceram empedrados. O lençol estava encharcado de leite. Eu nunca tinha sentido tanta dor daquele jeito. Acordei com febre. Minha mãe fez bastante compressa, deu uma aliviada, mas nada adiantava. Colocava o VH mamar, descia mais leite, ficava mais empedrado, doía cada vez mais. Graças a Deus, a noite, a Enf. Alessandra veio me visitar e visitar o VH. Quando falei pra ela sobre a amamentação, ela pediu que eu sentasse na cadeira que ela iria me ensinar a ordenhar as mamas. Pediu um copo pro Rodrigo e veio por trás de mim, massageando minhas mamas, ordenhando leite. Tirou bastante no copo, me ensinou as técnicas corretas e verificou a pega do VH. NOSSA! Quando eu comecei a ordenhar, gente, que alívio. Aquela visita com certeza foi a primeira salvação para a nossa amamentação exclusiva. Dali pra frente, os dias seguiram em paz. Com 3 meses, na consulta de rotina ao pediatra, VH tinha ganho quase 800gr, mas na curva da tabela, não havia superado o percentil 50, o que para aquele pediatra significa: complementação (pra quem quiser na íntrega a história). Leite artificial? Porque? Pra quê? Eu tinha bastante leite! VH era uma criança feliz e saudável! Só não era um balão. Pronto. Cadê o problema disso? Infelizmente, para aquele e para a grande maioria dos pediatras, é mais fácil logo recomendar a complementação do que realmente prestar atenção na mãe e no bebê. Ele nunca havia me visto amamentar, como sabia que eu não tinha leite? Ele não passava os dias com o VH, como sabia que ele estava desnutrido ou passando fome? Ele não avaliou nada. NADA! Acredito fortemente que nunca olhou pra mim e pro Rodrigo, afinal, somos duas bestas gigantes para termos um menino gigante, não é mesmo? E pra variar, eu bati o pé. Saí da consulta e chorei muito. Indignada, revoltada e sem apoio. Cheguei em casa e logo vim fuçar na internet. O que eu achei foi um mar de mães que complementavam, porque todas elas (olhem que engraçado!) tinham pouco leite, ou o leite não era nutritivo e não sustentava, os bebês passavam horas no peito e não ganhavam peso satisfatoriamente (todas os bebês pesavam mais que o VH). Comecei a achar estranho. Afinal, mais uma vez a natureza parou de funcionar? As mães de hoje em dia não sabem mais produzir leite? Então no orkut, encontrei uma comunidade de apoio à amamentação e entrei em contato com a dona da comunidade, a tão famosa, experiente e querida Dra. Andréia Mortensen. Mandei pra ela o peso e altura do VH ao nascer, do primeiro, segundo e terceiro mês e ela me retornou com o gráfico da tabela de PESO x ALTURA da OMS, pois as tabelas convencionais dos consultórios pediátricos (vejam que irônico) são tabelas baseadas em estudos americanos com bebês alimentados com fórmula e não com leite materno! Foi aí que eu descobri ooooutro mundo paralelo, o da amamentação. Li todos os artigos que ela me recomendou, devorei informação atrás de informação e mais uma vez tive que enfrentar muita resistência para lutar contra a maioria, e pior ainda, a maioria classe médica. Nada contra, absolutamente nada mesmo (eu ainda vou fazer medicina) os médicos, o único problema é que de 10, 9 estão atrás de status e dinheiro, e não por paixão à profissão. Então tanto faz como tanto fez. Eu sou mais uma cifra e pronto acabou. Não complementei, e todo mês era aquela ladainha no pediatra. Mesmo ele estando absolutamente normal. Passado essa crise, consegui amamentar exclusivamente com leite materno até o sexto mês. Foi uma grande vitória para nós! E até o pediatra, no dia da consulta de seis meses, nos parabenizou (palavras da boca dele: pois são pouquíssimas que conseguem isso hoje em dia - nem imagino o porque né dotô?!?!?!?) Então, com 8 meses de VH, me encontro grávida. Até aí, tuuudo bem. Todos de acordo que não haveria problemas em continuar a amamentar. Porém, por causa daquele descolamento de placenta, meu ginecologista recomenda suspender a amamentação. Hã? Peralá. Putz... vamos lá. Entrei em contato com um grupo de apoio à amamentação em São Paulo, fiquei quase uma hora no telefone passando dados, falando de tudo e recebendo informação e apoio. Enfim, mais uma vez decidi em não parar de amamentar. Pois não parei! Amamentei mesmo assim. E com quase 10 meses, meu leite (antes branco) passou a ser mais amarelo e gorduroso, fez com que VH demonstrasse seus primeiros sinais que o desmame aconteceria. Parou de mamar na hora do almoço e durante a tarde. Só as mamadas matinais e noturnas permaneciam. Então as matinais desapareceram. Ele não acordava mais para mamar. E recusava caso eu "forçasse" a mamada. Minha espinha gelava cada vez que ele recusava. Eu ainda não estava preparada. Eu me culpava por estar grávida e possivelmente não conseguir amamentar VH até dois anos ou mais. Essa era o meu plano, poxa! Eu que tanto lutei! Eu que tanto bradei! Porque? Então, pra dormir, não precisava mais de peito, só de mamãe, só de cheiro. As mamadas da madrugada eram as únicas que permanciam. Liguei novamente para o grupo, que me indicaram a relactação. Eu fiz. Não adiantou. Ele não queria meu peito, nem meu leite. Eis que num belo dia (ou melhor, numa bela madrugada) VH vomitou meu leite e fez ânsia com o meu peito. E dali por diante, ele decidiu. Não queria mais mamar. Desmamou, não por falta ou diminuição de leite. Antes disso ele nunca havia provado outro leite. Ele já comia de tudo, mas o leite, além de alimento era carinho também. E ele decidiu que não precisava mais. Hoje eu entendo muito mais que entendia naquela época. Seu corpo não precisava de leite e eu conseguia suprir de outras formas o afeto. Ele sempre dormiu conosco, sempre se sentiu protegido, seguro e próximo. Ele sabia que eu estava ali. Mas por falha minha e confiança extrema no pediatra, inserimos leite artificial. Teimamos com a mãe natureza. Cuspi na cruz? Só pode, pois a partir daquele dia da inserção da fórmula, nossas vidas nunca mais foram as mesmas. Passamos de leite NAN, até a Pregomin PEPTI. Fomos diagnosticados com APLV (alergia da proteína do leite de vaca - e soja!) e passamos por todos os tipos de exames e remédios, possíveis e imagináveis. Uma corrida maluca. Até que saímos da Matrix, haha. Vivenciamos nossa espiritualidade. Fomos de encontro ao mundo da nova medicina germânica, da homeopatia e da maternagem segura. E VH com 1 ano e 1 mês, deixou de tomar qualquer tipo de leite, deixou de ficar doente e se tornou um menino tão forte e saudável que deixa qualquer pediatra de queixo caído. Eu confesso que depois que a AC nasceu eu tentei dar peito pra ele novamente, mas obviamente ele não quis. Minha amamentação em tandem foi pro espaço, rsrsrs. Todas as minhas expectativas estão na amamentação da AC (eu sei que não posso colocar esse peso nas costas dela, eu sei...). Amamentei ela exclusivamente até quase o oitavo mês (ela não aceitou a introdução de alimentos sólidos) e continuamos com o peito em livre demanda aqui em casa. Espero conseguir, depois de relatar essas minhas lembranças,
deixar para trás essa culpa quanto à amamentação do VH. Força na peruca, e bola pra frente. Que tem mais bebê querendo peito aqui! hehe Umas fotos pra vcs reviverem comigo esses momentos...


Primeira vez amamentando

1 mês

3 meses

Com 10 meses, nossos últimos momentos na amamentação.
Amamentar em público, sem medo de ser feliz!
Nessa foto eu estava grávida de 10 semanas da AC.
Mais de 60% de descolamento de placenta.



Beju beju beju, fuuui - mamiimari

11 Maio 2012

Vasectomia x mais filhos

Postado por Mariana Martins Notari 6 comentários



Olá pessoal! Hoje eu vim falar de um assunto que me tira o sono desde que a AC nasceu. Ou melhor, desde que engravidei dela, haha. Pra quem não sabe, demoramos praticamente um ano, siiiim, UM ano pra conseguir engravidar do VH. Na verdade, já tínhamos engravidado, mas perdemos logo que soubemos, mas enfim. Eu e o Rodrigo sempre quisemos ter muitos filhos. Quando ainda éramos namorados brincávamos que teríamos um time de futebol. Lógico que, de acordo com as boas e más línguas, repensamos isso imediatamente após ter o primeiro, haha. Mas nosso desejo, após o reinado do VH, era sim ter um reinado de uma rainha, nossa amada AC. Até aí beleza né gente? Sonhos realizados, família completa, porque minha preocupação? Ahá, o tempo que demoramos pra engravidar do VH, foi poupado na produção da AC. Engravidei dela tomando o famoso Cerazette, e amamentando em livre demanda. Eis que me vejo grávida, do segundo bebê, com um bebê nascido dentro de casa. Ok, drama passado nem merece ser relembrado. Agora, eu não duvido mais da minha fertilidade nem da do Rodrigo, afinal, provamos por A + B sermos muito, mas MUITO férteis. Aqui em casa é cheirar a cueca e pimba! Pode parecer piada, mas isso me dá um medo tremendo. Tudo bem tudo bem. Eu assumo, amo estar grávida, amo parir, amo amamentar e amo muito mesmo ter bebês em casa. Quero uma família grandona, cheia de crianças correndo pela casa, e futuramente quero meus netos arrasando meu coração. Eu admito! Porém, pensando friamente e racionalmente na questão, não sei não se quero mesmo ter mais filhos. Me sinto feliz e realizada com os dois que já tenho. Por isso, sugeri (ordenei) ao meu excelentíssimo marido que fizesse vasectomia. Cheguei numa fase que me via tendo um piti nervoso se descobrisse uma nova gravidez. Como fazer laqueadura é uma cirurgia de grande porte, resolvi deixar isso de lado, com o consentimento é claro, do Rodrigo. Então, na minha cabeça, seria mais fácil, rápido e lógico, o Roo fechar a fábrica. Sei lá sabe, falei pra ele, pode ser reversível. Então, se ele ainda tivesse a ideia maluca de daqui uns 6 a 10 anos ter mais pimpolhos, reverteria a situação e boa, eu engravidaria. Marquei uma consulta com um urologista aqui em Cascavel, para segunda-feira dia 14 de maio. Estava feliz com essa decisão minha... digo minha pq o Rodrigo não me pareceu muito feliz. Então ele foi viajar quarta de madrugada, para Ponta Grossa, eu sozinha em casa, com os dois pitocos, antes de dormir, pra variar, comecei a caraminholar as coisas. Vai que eu realmente queira ter mais filhos? Fui pesquisar a tal reversão da vasectomia. Fiquei um pouco descontente com os resultados. Na verdade fiquei abalada mesmo é em me arrepender e ter que submeter o Rodrigo à esse tipo de situação. Oras, ele não quer, pq eu o obrigo então? Pq eu já havia parado de tomar hormônios (mais conhecidos como anticoncepcional). Sim, aqui em casa o método era realmente ficar sem fazer nada naqueles dias. Se me acharam mucho looooca com isso, pesquisem no google por favor, MOB. Mas enfim, isso não cabe aqui. O método não nos deixava muito feliz, rsrsrsrs. Nenhum pouco. (Olha lá gente, vou contar isso pro Rodrigo através do blog! Nem ele sabe disso ainda...) Pois bem. Hoje criei vergonha na cara, desmarquei o urologista e marquei ginecologista pra mim. E vou recuar nessa questão. Vou colocar DIU. Vou sim. Se sou eu que não quero mais filhos por enquanto, sou eu quem vai evitar. É o correto, penso eu. Desculpa amor, eu sei que tinha deixado na caixinha de possibilidades num futuro próximo, mas é que... Acho que VH e AC por enquanto estão de bom tamanho (trabalho) pra mim. E aí fica tudo mais fácil né minha gente? Se eu topar ir na onda crazy do Roo, e daqui um, dois, três e 10 anos quiser mais filhotes, simples... tiro o DIU e engravido. Beleza. Ahhh, isso é algo que ainda não estou muito bem resolvida, não sei MESMO se coloco o diu ou se uso aquele anticoncepcional de adesivo. Li muitos depoimentos de insatisfação quanto ao diu. De sengramentos diários, de cólicas e até de espinhas. Vai saber né? Se alguém aqui puder me ajudar... please! Tô louca pra ver a reação do marido quando ler isso. Pois bem, termino aqui essa minha decisão escrita. Vai que dá na louca e eu mudo de novo, haha.

Imagem daqui


Beju beju beju, fuuui - mamiimari

07 Maio 2012

2 anos

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Me lembro como se fosse ontem. Segunda-feira, 03 de maio, eu acordo com o pijama molhado entre as pernas. Fui ao banheiro, calcinha branca, sem sinal de sangue, mas eu tinha a sensação de fazer xixi sem saber. Era a bolsa? Tomei minha progesterona (afinal, eu estava evitando um parto prematuro desde o início da gestação). Fiquei calma, não tinha porque me desesperar, minha médica estava viajando oras. Hã? Meu Deus! Minha ginecologista estava em São Paulo, eu estava com apenas 35 semanas, prmípara, perdida. Liguei pro Rodrigo e disse que a bolsa havia rompido, precisávamos ir pro Hospital. Nesse momento, eu não sabia mais o que fazer, nem o que esperar, eu só tinha medo. Medo de não conseguir apoio para o meu parto normal, medo de não resistir à uma cesárea, ou à uma internação precoce. No caminho de casa para o Hospital, já fui avisando o Rodrigo, era só pra avaliar como estava o VH, se tudo estivesse bem, iríamos embora. E se fosse necessário, eu armaria um barraco pra fugir de uma desnecesárea. Pelo menos ele já estava avisado. Na fila de espera pelo atendimento, um ex-colega de faculdade me manda uma mensagem, contando que a filha dele acabara de nascer. Pronto! Pensei comigo, é hoje que o VH vem. Entramos na sala, e falei o que estava acontecendo. O médico me perguntou que cor era o líguido, cheiro, e essas coisas. pediu se eu tinha contrações ou dor. Nada. Era só molhação mesmo. Pediu para me avaliar. Eu consenti. Tirei a roupa, fiquei com aquela camisola ridícula que mostra a bunda. Deitei de barrigão pra cima e abri as pernas, no sentido mais literal possível da frase. Rodrigo do meu lado, de mão dada. O médico me enfiou uma colher que abre (de plástico) pra ficar "bem aberto", que coisa estranha. Me senti violada num primeiro momento. Mas quando ele levantou a cabeça, e disse num meio sorriso, que a bolsa estava íntegra, e que na verdade eu estava com 3 para 4cm de dilatação. Eu esqueci de tudo. Só olhei pro Rodrigo com um olhar de: "será mesmo possível? E agora?" O médico entendendo meu desespero (porque pra mim eu já poderia ir buscar a malinha, me internar e esperar, naquela mesma posição, fazer força e parir meu pitoco). Fomos questionas quanto ao "tipo" de parto. Lembro bem, foi, vc prefere, parto normal ou cesárea? E eu, na minha simplicidade, só abaixei os olhos, e sorri dizendo que nenhum dos dois. Eu queria uma parto 'diferente'. Na água, em casa, sem intervenções. Esperei a reação tanto do médico quanto do Rodrigo, que logo já falou que em casa "NÃO". Para minha alegria, o médico citou uma equipe de enfermeiras que assistiam esse parto 'diferente'. Depois de muita conversa, acertamos com a Enfermeira Alessandra (que saudade Ale!!!) que terça-feira, dia 04 de maio, 19:30h da noite, nos veríamos para conversar. Quando cheguei em casa, dilatando, com a real possibilidade daquele tão sonhado parto, eu só senti uma confiança extrema nos planos de Deus para nós. Sabe quando vc fica plena? Era o que eu sentia. Plenitude. Confiança. Alegria. Eu e o Roo agradecemos à Deus, ficamos extasiados. Durante a tarde, aproveitei para tomar um banho quente bem demorado, me depilei toda, pois além de eu não gostar de pelos, preferia eu mesmo fazer o serviço, que outra pessoa. Cantei pro VH na minha barriga. Expliquei o que estava acontecendo. Que era normal, que ia ser doído pra mim e pra ele, mas que era necessário. Que logo logo nos conheceríamos ao vivo. Que sentiríamos o calor um do outro, a pele, o formato dos olhos. Eu estava tranquila. Sai do banho, passei óleo no corpo e mentalizei diversas vezes o momento do nascimento. Naquela noite, eu e o Rodrigo arrumamos o restante das coisas pro quarto, esterilizamos tudo (coisa de pai nojento e mãe de primeira viagem, gente, ele ia sair da minha vagina! pelo amor né?) Fui deitar uma da madrugada mais ou menos. Achei que eu tinha me esforçado demais. Estava com um desconforto nas costas. Não conseguia dormir. Duas da madrugada o Rodrigo resolveu ligar a luz e monitorar esse meu 'desconforto'. Minha barriga endurecia a cada 5 minutos, e ficava em torno de 40 segundos bem durinha. Era isso. Só isso na verdade. Ele achava que eram contrações, e eu achava que era esforço. Resolvemos ligar para a Enfermeira Alessandra e contar como estava acontecendo tudo. Ela disse que iria até nossa casa fazer uma avaliação. Eu fiquei deitada lá na cama. Tentando dormir. Ela chegou, e fez um toque. Estava com 6cm. Contrações regulares e efetivas. VH iria mesmo nascer! Meu Deus, foi nessa hora que eu pensei, é hoje!!! As lembracinhas não estavam prontas, o conjunto de higiene, ahhhhhh!!! A Ale nos acalmou, pediu os exames da gestação, afinal, estávamos nos conhecendo naquela hora! Ela pediu o que eu queria que fosse feito no momento do nascimento, e tudo o que eu sempre sonhei, eu fui descrevendo em palavras e ganhando um sim de aceitação. Alguém me compreendia. Eu não estava só! Próximo das 06:15h da madrugada resolvemos ir para o hospital, a piscina estava sendo inflada. A água estava sendo aquecida. Chegamos, a Duda (fotógrafa) chegou junto. E quando eu conheci o quarto... o cheiro no ar era maravilhoso! Cheiro de nascimento. De família. De acolhimento. A luz era baixa. Estava tudo tão gostoso. Fomos andar pelo hospital, eu coloquei o meu biquine e um roupão. Eu via as mães recém paridas com seus bebês no colo, e não me aguentava de emoção. A manhã passou assim, tranquila. Tirando a demora, eu estava em paz. Sem dor. Sem sofrimento. Sem frieza. Sem cortes, picadas, pontos, agulhas e sangue. Eu estava comigo mesma. Eu e o VH, em sintonia. Vibrando a cada contração. 10cm, bolsa íntegra, e aceitei que a bolsa fosse rompida para acelerar o processo. Quando a bolsa rompeu, a dor veio junto. Muito forte! Senti tontura, ânsia de vômito, cansaço. Senti vontade de desistir! Me senti fraca. Queria que aquilo acabasse logo. Que ele nascesse. Perdi a noção de tempo, de espaço. Não sabia mais quem estava lá conosco. Nem que horas eram. Não queria mais conversar, nem escutar. Eu queria eu. As únicas coisas que eu lembro com bastante nitidez, foram a minha mãe na minha frente chorando com a câmera na mão. O Dr. Adriano com a lanterna do meu lado, o Rodrigo entrando na piscina e a Ale me falando no ouvido: "olha lá Mariana, olha o VH." E quando ela colocou a minha mão na cabecinha dele, que eu senti aqueles cabelos na palma da minha mão, eu tive certeza, Deus é tão, mas tão perfeito nos detalhes. Nesses pequenos momentos. Eu me senti viva, poderosa, capaz e selvagem. E então nasceu meu pequeno Victor Hugo. Roxo. Sem choro. Apenas grunhiu. Com os olhos abertos, fixos em nós. Na sua família.Veio direto pro meu peito. Com aquele cheiro, um cheiro tão místico e viciante. Calmo. Em paz. Ficamos ali, namorando em família. Nos conhecendo, nos amando. Numa intensidade tão grande, que até hoje acelera o coração e arrepia a pele. Minúsculo. Perfeito. Sem cilhos e sombrancelha. Com muito lanugo e vérnix. As unhas ainda estavam pela metade dos dedos. Mamou verozmente. Ficou com bigodinho de colostro. Vivo. Grudado. Sem sair de mim. Era e ainda é, realmente a cara do pai. Meu lindo! E se passaram os primeiros meses, sem nenhum choro dentro de casa. Slingado e no colo 24h por dia. Peito em livre demanda. Muito sono juntos. Muitas conversas ao pé do ouvido. Muitos beijos. E com quase 4 meses, o primeiro choro, miado, baixinho e assustador! Eu e o Rodrigo ficamos surpresos, sim, ele chora! Mas dali por diante, o choro ficou fácil, voltei trabalhar, com peito exclusivo. Me desdobrei em 30. Com exatos 6 meses, as primeiras papas, comidas com voracidade. Adorava batata e tinha alergia de beterraba. Gostava dos sucos de cenoura. Ficou apaixonado pela sopa das avós. Levou as alianças no nosso casamento, com asas de anjo. Calmo, tranquilo, feliz. Caiu da cama, pela primeira e vigésima vez. Engatinhou. Levantou, caiu, bateu a cabeça. Passou pelo primeiro Natal, a primeita alopatia, o primeiro ano novo, a primeira vez conhecendo o mar, a gravidez da mãe, o desmame precoce porém natural, a fórmula, a rejeição da mesma, as segundas, terceiras, quartas e milhionésimas alopatias. A microfisioterapia, a recuperação, a reforma, aprender a andar, cair mais e mais vezes. Ralar o nariz, a testa, os joelhos, as bochechas, o primeiro dente, o segundo e os outros 10. Cortar a boca, e deixar de tomar leite. Já comeu de tudo, e gosta de tudo. Não comia açúcar nem industrializados. Nunca tomou refri (pelo menos não da minha mão né mãe?!?!?!) O primeiro aninho, a escola, a rejeição da mesma. A volta da mãe para casa, a barriga da mãe crescendo e se mexendo, o primeiro corte de cabelo, o primeiro mergulho, a primeira noite longe da mãe, o nascimento da irmã, o novo amor, o pé crescendo, aprender a comer sozinho, tirar as roupas, colocar meia e tênis. Escolher um brinquedo, aprender a dormir sozinho, se comunicar através de sinais cômicos e muito, mas muito claros. Aprendeu a gritar alto, chorar mais alto ainda, fazer birra, ficar bravo e dizer não. Ficar sem alopatia por um ano, atravessar viroses, resfriados e gripes com muito amor e colo. Pedir pra brincar com a irmã, piscina de plástico no quintal de casa, banho de tanque, sujeira na terra e proteger a mãe das aranhas, formigas mutantes e bixos estranhos. Aprendeu a falar papai, mamãe, dindo, dinda, me dá, não dá, esse, ali, aqui, teddy, neném, oose (rose), pode, tá bom, au (tchau), cocó, auau, miau, vem aqui. Aprendeu a ligar a tv e os seus próprios DVD's, assim como o computador e seus desenhos. Aprendeu a proteger a irmã, puxar ela pelo pé para não cair da cama, esconder seus brinquedos com ciúmes, e se arrepender e dar todos os favoritos.Aprendeu a ficar horas e horas com o vovô brincando de arrumar com as ferramentas. Caiu diversas vezes, apanhou e nunca bateu. Cortou o canto do olho, a boca, a mão, a perna e a cabeça. Ajuda a lavar a louça, a trocar a irmã e a organizar a casa. Pede pra sentar à mesa e comer. Pede pra tomar banho e escovar os dentes. Pede para por pijama, ler a bíblia e dormir. Já se escondeu e nos deu sustos, já pediu cenoura no mercado e fez eu dar uma pera para parar de chorar. Já levou algumas palmadas (das quais me arrependi amargamente, afinal, bater ensina a bater SIM!!) É carinhoso, sensível, solidário, risonho, sincero e muito, mas muito elétrico. É educado e muito inteligente. Gosta de andar de carro, e sabe que tem que usar cinto de segurança. Toma muita água, come muitas frutas e rejeita os doces (não em todas as vezes). Come dois, três pratos por refeição. Aprendeu a mexer no nosso iPhone antes mesmo que nós. Sorri com os dentes, nos faz carinho, nos dá beijos de bom dia, dorme na horizontal e é uma criança feliz. Deixou a mamadeira e a chupeta (vícios que infelizmente eu dei, pois não sabia de todos os prejuízos) sozinho. Deixou a fase oral e agora está na fase anal. Cuida das crianças menores e também das maiores. Adora brincar correndo e gosta das coisas mais radicais possíveis. Tem uma concentração enorme e uma persistência que passa dos limites. Não desiste nunca e dá nó em pingo d'água. Ainda gosta de andar no sling e ficar peladinho. É um meninote que de 2590kg hoje está com acredito que 10kg. De 45cm está com 80cm. Grande, cabeludo, maroto e lindo, cada dia mais lindo!!! Encanta qualquer um... E que no dia 04 de maio de 2012, completou 2 anos de vida. Como passa rápido. Nossa! COMO PASSA RÁPIDO!!! É tanta saudade, mas tanta curiosidade pelas novidades todos os dias. É tudo tão bom. É tão gratificante ser mãe do Victor Hugo Martins Notari. Ele me ensinou e ainda me ensina muito todos os dias. E espero ser uma boa mãe para ele eternamente... Feliz 2 anos de vida meu amor. O resto eu já falei pra vc aqui mesmo... Te amo!





Beju beju beju, fuuui - mamiimari

03 Maio 2012

Chá Naolí Vinaver - Por Mamiimari

Postado por Mariana Martins Notari 0 comentários


Muita, mas MUITA gente me pede a receita tão famosa do Chá da Parteira Naolí Vinaver. Eu tomei. Quem me indicou foi a EO Tatianne Frank, pois com 41 semanas e 2 dias, a Ana Cecília não tinha dado o ar da graça. Fiz os Hots (que eu deixo pra outro post), e até hoje não sei se foi o Chá ou o efeito placebo que ele teve em mim, mas só sei que AC nasceu 24 horas depois. Ficou bem gostoso, mas é fooooooooorrrrrrrrrte que me fez chorar a cada gole. Tem cheirinho e gosto de chocolate com pimenta, literalmente. A receita original está no site da parteira Naolí Vinaver, eu vou passar aqui uma receita que eu e o Roo desenvolvemos, hehe. Vale lembrar que eu não sei suas propriedade CIENTÍFICAS, porém, ele é INDUTOR de trabalho de parto, e só deve ser tomado após as 40 semanas de gestação!





RECEITA CHÁ NAOLÍ VINAVER MODIFICADA POR MAMIIMARI:

- Ferva 1 litro de água e adicione os seguintes ingredientes, deixando tudo abafar por 15 minutos:

• 03/02 paus de canela (usei 5)

• Um bom pedaço de chocolate, o mais puro possível (compramos o 70% Lindt e cacau puro em pó)

• 5-10 bolas de pimenta negra inteiras (usamos 10 pimentas do reino)

• 3 folhas de abacate, secas ou frescas (celeiro sempre tem)

• 1-2 raminhos de alecrim, de preferência fresco, mas pode ser seco (celeiro sempre tem)

• Açúcar mascavo a gosto ou mel para a taça antes de beber (usei mel e açúcar mascavo)


Ingredientes opcionais para melhorar o efeito das contrações:


• Fatias de gengibre fresco (usei muitas)

• 1-2 colheres de chá de pó de pimentão vermelho (compramos no celeiro, pó de pimenta vermelha, pimentão mesmo, veio até com as sementinhas)

• Orégano, manjericão e tomilho em quantidades de meia colher de chá (usei todos!)



Imagem daqui


Beju beju beju, fuuui - mamiimari
 

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